sexta-feira, 12 de agosto de 2011

EAD e o Efeito Borboleta


É possível que “o bater de asas de uma borboleta no Brasil consiga provocar um tornado no interior do Texas?” Isso é o que diz a metáfora do Efeito Borboleta, a sensível dependência de um sistema às suas condições iniciais. Efeito borboleta é um termo que se refere às condições iniciais dentro da teoria do caos. Esse efeito foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz.
Em física, quando queremos saber a evolução de um sistema (por exemplo, o movimento de um corpo) o que se faz é resolver uma equação diferencial. Para resolver uma equação diferencial precisamos saber as condições iniciais do problema. Só que um sistema caótico é extremamente sensível às condições iniciais. Isso quer dizer que uma pequena alteração no estado do sistema agora pode produzir uma enorme diferença no futuro, ou seja, "o bater de asas de uma borboleta pode provocar um furacão".
O que acontece é que quando movimentos caóticos são analisados por meio de gráficos, sua representação passa de aleatória para padronizada depois de uma série de marcações, onde o gráfico analisado passa a ter o formato de borboleta.
Aplicado à área de Humanas, o Efeito Borboleta pode ser nomeado como “A Corrente do Bem”. Seria a propagação da ação inicial de um indivíduo, de maneira exponencial, até que se crie um padrão de comportamento cujas reações tenham relação direta com a motivação original.
Da perspectiva espiritual, o Efeito Borboleta, significa a importância dos pensamentos e sua inter-relação com as ações e a fala. Isso indica a lei universal de que "todos somos unos". Embora os cientistas ainda precisem compreender realmente o poder espiritual funcionando por trás desse mundo, eles sobrepujaram suas práticas passadas de aceitar somente teorias científicas e descobriram que tudo está inter-relacionado. Isso mostra que eles subiram a um nível mais elevado de consciência espiritual do qual agora vêem o mundo em que vivemos.
Na natureza tudo faz parte de uma grande rede (base dos estudos ecológicos). Tudo e todos estão interligados de alguma forma. As árvores precisam da água, e dos nutrientes gerados pela decomposição dos corpos de outros seres. Por sua vez, dão frutos e folhas que alimentam homens e animais. Os animais que se alimentam dos frutos das árvores, através de suas fezes, também ajudam a semear novas plantas. Estes animais também servem de alimento para outros animais e para os seres humanos. Quando morrem, seus corpos voltam a terra, transformam-se em matéria orgânica, água e gazes. O CO2 dos corpos deteriorados são absorvidos pela vegetação que libera oxigênio e ajuda a equilibrar a temperatura na Terra. A água dos corpos de animais e vegetais evapora a partir da transpiração e ao retornar ao seu ciclo, transforma-se em chuva, que abastece os rios, lagos e o lençol freático. Esta água também é essencial para que novas vidas continuem surgindo. Quando algum elemento desta complexa rede é comprometido, toda rede pode ser afetada, e é por isso que o equilíbrio ambiental é tão importante. Conhecemos centenas de exemplos de sistemas onde um pequeno fator de desequilíbrio acabou criando conseqüências desastrosas.
Os ambientes construídos pelo homem, os ambientes antrópicos, também interagem diretamente com os ambientes naturais, pois são neles que são produzidas as diversas formas de poluição e nele são utilizados os recursos naturais explorados pelo homem. O homem, apesar de ser o único ser racional é o único animal que altera o ambiente em que vive de forma irracional, mas também é o único ser com capacidade de utilizar sua capacidade de construção e de criação para recuperar o que já destruiu. É por este motivo que a sociedade é a principal responsável por tudo o que acontece em nosso planeta e apenas a mudança imediata de comportamento será capaz de nos livrar de conseqüências imprevisíveis, e é através do entendimento do planeta com algo único e interdependente que podemos iniciar este processo de mudança de comportamento.
Baseado em todo o exposto acima, vamos começar a pensar nas pequenas ações que nos cabem, deixando o próprio “Efeito Borboleta” dar início a recuperação do equilíbrio ambiental do nosso planeta. Adicione no seu comentário qual será sua colaboração, e assim, inspirando outros a tomarem atitudes em prol da nossa Casa.
Este espaço será utilizado como ferramenta de Ensino a Distância (EaD), para que os fatos e experiências aqui relatadas não fiquem restritas a um pequeno grupo de pessoas, mas sim possa ser utilizado e influenciado por pessoas de todas as partes.
Abraço a todos!
Peixoto

2 comentários:

  1. Parabens professor ficou muito bonito seu blog... Biológicas cada dia melhor... agora na internet...rsrs

    ResponderExcluir
  2. Olá Peixoto, adorei seu blog e seu texto sobre o efeito borboleta. E respondendo a sua pergunta do texto eu acredito que faço a minha parte para contribuir com um planeta sustentável, a começar com pequenos detalhes que fazem a diferença dentro da minha própria casa, como economizar água, energia, selecionar o lixo, usar papel reciclável, etc...
    Trabalho na ETEc de Porto e vou indicar seu blog para nossos alunos! Parabéns!
    Abçs
    Gislene C. Santoro

    ResponderExcluir